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Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

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Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  MaxKisser em Ter Set 26, 2017 8:43 am

Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Publicado em 26/09/2017 - 06:30 Ana Maria CamposCB.Poder
ANA MARIA CAMPOS



A Polícia Civil do DF desarticulou uma organização criminosa de tráfico interestadual de pessoas para fins de exploração sexual que atua principalmente em Taguatinga Sul. Travestis são aliciadas de fora do Distrito Federal para trabalhar numa rede de prostituição. Elas têm as despesas pagas para chegar a Brasília e se manterem aqui e se tornam totalmente dependentes do esquema. Passam a morar em repúblicas administradas pelas cafetinas, também travestis, e precisam trabalhar para pagar suas dívidas.

A dependência se torna cada vez maior quando as prostitutas recebem tratamentos de beleza para despertar mais o interesse da clientela. Elas são “bombadas” com plásticas para afinar o nariz, implante de silicone industrial no bumbum e aumento dos seios em cirurgias. A dívida inicial passa de R$ 5 mil e aumenta diariamente com a hospedagem que custa de R$ 50 a R$ 70.

Muitas vezes, para acertar as contas com a organização, as travestis precisam mergulhar no crime. Praticam furtos e roubos porque nem sempre conseguem dinheiro suficiente com a rotina de programas nas ruas de Taguatinga.

Foram nove meses de investigação até a deflagração nesta manhã (26/09) da Operação Império, conduzida pela Decrin (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência) em parceria com a 21ª DP, de Taguatinga Sul.

Com autorização da 3ª Vara Criminal de Taguatinga, são cumpridos 11 mandados de prisão preventiva de cafetinas que comandam a rede de prostituição e de um grupo rival que briga para dominar o território, 19 de busca e apreensão, entre os quais em endereços de 5 repúblicas que servem ao esquema, e 6 de apreensão de veículos. São carrões comprados pelas cafetinas com o dinheiro arrecadado no negócio.

Entre as presas, está a travesti Brenda, considerada a chefe da organização.

Durante a investigação, conduzida pela delegada Elisabete Morais, adjunta da Decrin, a Polícia Civil identificou que, além de prostituição e de exploração de pessoas, há indícios de que as cafetinas se envolveram em outros crimes mais graves como roubo, extorsão, ameaça, lesão corporal e até homicídio.

As prostitutas  serão conduzidas coercitivamente para prestar depoimento. Segundo o inquérito, o número de travestis exploradas está entre 10 e 15.

Assassinato brutal
Enquanto os policiais civis investigavam a rede de prostituição, houve o assassinato de uma travesti que atuava na mesma rede. Ágatha Lios, 23 anos, foi assassinada brutalmente, em janeiro, numa central dos Correios e Telégrafos em Taguatinga, onde ela fazia ponto.

O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do local, que filmaram a vítima sendo executada a golpes de faca. As suspeitas são outras quatro travestis, que também trabalhavam na região. Duas delas foram presas em julho, em Manaus, e as outras duas estão foragidas. A Polícia Civil suspeita de que Agatha morreu por inveja porque era muito bonita.

A operação de hoje é a maior realizada pela Polícia Civil. Mais de 250 policiais foram escalados, numa atuação conjunta do Departamento de Polícia Especializada (DPE), do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC), do Departamento de Atividades Especiais (Depate) e do Departamento de Polícia Técnica (DPC).

Reportagem:
http://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/policia-civil-prende-quadrilha-de-trafico-de-pessoas-para-exploracao-sexual/
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'Elas chamavam as cafetinas de mães', diz delegada sobre grupo que explorava travestis no DF

Mensagem  Carlitos Cruz em Ter Set 26, 2017 12:26 pm

'Elas chamavam as cafetinas de mães', diz delegada sobre grupo que explorava travestis no DF

Vínculo de afeto era 'técnica de dominação' usada por cafetinas, segundo delegada responsável pela Operação Império. Dez suspeitas de liderar esquema foram presas; há, ao menos, 50 vítimas.




Na manhã desta terça-feira (26), a Polícia Civil cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em cinco casas onde as travestis eram mantidas, em Taguatinga Sul e no Riacho Fundo. Dez suspeitas foram presas e uma está foragida. Segundo a delegada, ao menos 50 vítimas faziam trabalho sexual forçado para a organização.

"É uma técnica de dominação criar esse vínculo de afeto. Por trás não tinha nada disso. A gente percebeu que era uma manipulação pra criar afeto e a travesti acaba sem ter noção que é vítima", disse Elisabete, à frente da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes por Orientação Sexual (Decrin).

"É dificil pra elas entender que as mães são algozes. Elas não têm essa percepção." A dificuldade para perceber o esquema como criminoso, de acordo com Elisabete, deve-se à inserção no meio da prostituição quando ainda são muito jovens.

"A vítima já se enxerga diferente no começo da adolescência. Geralmente a família não entende aquilo e ela passa a não frequentar escola. Ela vai atrás de uma pessoa parecida e essa pessoa está se prostituindo. Ela não vê outra perspectiva."

A polícia também cumpriu mandados de condução coercitiva contra as vítimas e recolheu seis carros, revólveres, facas, drogas, anabolizantes e dinheiro – ainda não contabilizado.





As 'mães'
Entre os presos estão cinco cafetinas, dois soldados (pessoas que faziam a guarda do local e agiam com violência, se necessário), dois integrantes de uma organização criminosa rival e o marido de uma das cafetinas. Eles foram levados ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde devem responder por organização criminosa, rufianismo – obtenção de lucro a partir da prostituição alheia –, tráfico interestadual de pessoas, redução à condição análoga à escravidão, extorsão e ameaça.

Uma das travestis envolvidas, conhecida como "bombadeira", também deve responder por exercício ilegal da medicina, porque injetava silicone industrial no quadril das vítimas. "A aplicação era feita em casa. É um procedimento muito doloroso, que demora sete dias para passar a dor, porque é silicone de avião", disse Elisabete à TV Globo.

Nos pontos de prostituição, as cafetinas "olheiras" e "soldados", que faziam rondas nas áreas com armas de fogo e faca, extorquiam "estranhos" que aparecessem no local, segundo a delegada Elisabete.







As 'filhas'
Segundo as investigações, a organização cooptava travestis em outros estados para trabalhar com prostituição na capital, principalmente no Pistão Sul em Taguatinga. De acordo com a delegada Elisabete, as vítimas eram atraídas pela internet, em redes sociais, e por meio de contatos de amigas.

Como é comum em esquemas de tráfico de pessoas, as vítimas são financiadas pelos próprios criminosos para aceitar uma promessa de emprego. Quando chegam ao destino, tornam-se dependentes do esquema e, no caso investigado pela Operação Império, são obrigadas a se prostituir para pagar as dívidas.

De acordo com a polícia, as travestis eram forçadas a viver em espécie de "repúblicas" administradas pela organização e precisavam pagar uma diária de R$ 50 a R$ 70 – mesmo que morasse em outro local. O esquema administrava cinco "repúblicas", onde viviam entre 10 e 15 pessoas por unidade.

Para atrair mais clientes, os criminosos submetiam as vítimas a cirurgias plásticas e intervenções estéticas, como injeção de silicone industrial nos glúteos e implante nos seios. Segundo a polícia, eram os próprios líderes do esquema que realizavam os procedimentos.

Reportagem:
https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/elas-chamavam-as-cafetinas-de-maes-diz-delegada-que-desarticulou-trafico-para-prostituicao.ghtml
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Pontos usados por travestis eram protegidos por “soldados” armados

Mensagem  Carlitos Cruz em Ter Set 26, 2017 12:34 pm

Pontos usados por travestis eram protegidos por “soldados” armados

Grau de organização e divisão de tarefas no esquema surpreendeu a Polícia Civil. Dez pessoas foram presas nesta terça-feira (26/9)

Durante as escutas, a polícia identificou que um ex-PM expulso há muitos anos estaria envolvido no esquema. O nome, entretanto, não foi divulgado pela PCDF. Ele seria receptador dos produtos que as travestis roubavam dos clientes, como celulares e relógios de valor.

As investigações apontaram que elas roubavam celulares e dinheiro dos clientes e de outras pessoas que frequentavam a região e repassavam para o ex-policial para que ele pudesse revender. “Não sabemos se havia agressão contra os clientes porque eles não registravam ocorrências. Nas escutas, conseguimos identificar que elas praticavam esses crimes, mas não sabemos a forma como isso ocorria”, destacou a delegada.

https://www.metropoles.com/distrito-federal/pontos-usados-por-travestis-eram-protegidos-por-soldados-armados
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Grupo turbinava travestis com silicone industrial para atrair clientes

Mensagem  Carlitos Cruz em Ter Set 26, 2017 12:36 pm

Grupo turbinava travestis com silicone industrial para atrair clientes

A Polícia também apura procedimentos de estética que foram feitos de forma clandestina nas garotas de programa por uma mulher chamada de “bombadeira”. Ela aplicava silicone industrial no seios e nas nádegas das travestis para deixá-las mais sensuais. Os procedimentos custavam até R$ 5 mil.

De acordo com as investigações, o grupo praticava crimes graves na região de Taguatinga, como extorsão, homicídio, roubo, ameaça, lesão corporal e uso ilegal da medicina, tráfico de drogas e de pessoas, rufianismo, redução à condição análoga à de escravo e favorecimento da prostituição.

http://www.metropoles.com/distrito-federal/seguranca-df/pcdf-desarticula-grupo-que-traficava-mulheres-para-exploracao-sexual

Vídeo:
https://www.facebook.com/pcdf.oficial/videos/866659956824953/


Última edição por Carlitos Cruz em Ter Set 26, 2017 2:21 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  KANON em Ter Set 26, 2017 1:12 pm

Parece q tem conhecidas aí do fórum q foram presas...
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Rubinho Flash em Ter Set 26, 2017 1:41 pm

Grupo turbinava travestis com silicone industrial para atrair clientes

Organização criminosa acusada de traficar mulheres e travestis foi presa na manhã desta terça-feira (26/9) pela Polícia Civil do DF

MIRELLE PINHEIRO
CARLOS CARONE
26/09/2017 7:02 , ATUALIZADO EM 26/09/2017 12:26

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (26/9), pelo menos cinco integrantes de uma organização criminosa que atuava no tráfico interestadual de mulheres e travestis para exploração sexual. Segundo as investigações, elas ficavam alojadas em repúblicas. As cafetinas cobravam estadia, alimentação e as vítimas acabavam ficando reféns das dívidas, que se tornavam impagáveis.

A polícia também apura procedimentos de estética que foram feitos de forma clandestina nas garotas de programa por uma mulher chamada de “bombadeira”. Ela aplicava silicone industrial no seios e nas nádegas das travestis para deixá-las mais sensuais. Os procedimentos custavam até R$ 5 mil.

De acordo com as investigações, o grupo praticava crimes graves na região de Taguatinga, como extorsão, homicídio, roubo, ameaça, lesão corporal e uso ilegal da medicina, tráfico de drogas e de pessoas, rufianismo, redução à condição análoga à de escravo e favorecimento da prostituição.

Um ex-policial militar atuava como receptador do grupo. Segundo a Polícia Civil, ele era o responsável por receber celulares roubados durante os programas. Até as 7h30, cinco cafetinas já haviam sido presas.

A ação deflagrada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) foi deflagrada após investigações que começaram em janeiro deste ano. Quem conduziu o trabalho foi a delegada-adjunta da Decrin, Elisabete de Morais. A operação foi batizada de Império.


As vítimas dessa organização criminosa prostituíam-se nas proximidades de uma fábrica de bebidas em Taguatinga. Elas eram extorquidas e obrigadas a pagar diárias pelo uso do ponto ou mesmo por residir em casas pertencentes aos líderes do grupo, que visam enriquecer a associação criminosa por meio da exploração da prostituição."
Elisabete de Morais, delegada-adjunta da Decrin



Em entrevista ao Metrópoles, a delegada-chefe da Decrin, Gláucia de Silva, ressaltou que a operação não é contra a prostituição, mas para coibir a exploração. “São pessoas que acabam vivendo em situação análoga à escravidão”, disse.

“O que nós queremos é proteger as travestis no sentido de que elas possam ser livres. Vamos começar a campanha “A Rua é Livre”. Com isso, também pretendemos dar um basta na situação calamitosa da briga por pontos de prostituição”, completou.

















Agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE) auxiliam no cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva, conduções coercitivas e 18 de busca e apreensão. A 3ª Vara Criminal de Taguatinga também autorizou a apreensão de cinco veículos. Os mandados judiciais são cumpridos em Taguatinga e no Riacho Fundo.

Vídeo:
https://www.facebook.com/pcdf.oficial/videos/866494726841476/

Polícia Civil do Distrito Federal - PCDF
6 h
OPERAÇÃO IMPÉRIO:
PCDF desarticula organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de pessoas para fins de exploração sexual.
Acaba de acontecer o cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva; várias conduções coercitivas;18 mandados de busca e apreensão; 5 mandados de busca e apreensão de veículos. A operação tem como alvo uma organização criminosa que atuava em Taguatinga Sul, nas proximidades de uma fábrica de bebidas.
Aguarde informações.
Divicom/PCDF


Reportagem:
http://www.metropoles.com/distrito-federal/seguranca-df/pcdf-desarticula-grupo-que-traficava-mulheres-para-exploracao-sexual
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  dimebag em Ter Set 26, 2017 5:29 pm

KANON escreveu:Parece q tem conhecidas aí do fórum q foram presas...

No Balanço Geral DF
Divulgou fotos dos envolvidos
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Guns N Roses em Qua Set 27, 2017 9:12 am

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/09/27/interna_cidadesdf,629306/lideres-que-exploravam-50-travestis-responderao-por-trafico-de-pessoas.shtml


Líderes que exploravam 50 travestis responderão por tráfico de pessoas

Após nove meses de investigação, polícia prende grupo que aliciava jovens de baixa renda de outras unidades da Federação para trabalhar no Distrito Federal em rede de prostituição


postado em 27/09/2017 06:38
Lucas Vidigal - Especial para o Correio, Deborah Fortuna - Especial para o Correio




Além da prisão das líderes da organização criminosa, várias vítimas prestaram depoimento ontem no Departamento de Polícia Especializada (DPE)

Elas vieram de Manaus, São José dos Campos (SP), São Paulo, Goiânia e outras cidades, pequenas ou grandes, de diferentes unidades da Federação. A manauara, por exemplo, pisou em Brasília na segunda-feira, pronta para uma vida com casa, comida e trabalho. A jovem, de cabelos lisos pretos, não imaginava que seria levada, na madrugada de ontem, por policiais civis para prestar depoimento no Departamento de Polícia Especializada (DPE). Ela e outras 50 travestis eram vítimas de uma organização criminosa desmantelada ontem pela Operação Império, após nove meses de investigação. Dez pessoas foram presas, inclusive cinco travestis acusadas de tráfico de pessoas.

Com as prisões, a Polícia Civil do DF fechou o quebra-cabeça de um inquérito iniciado em 11 de janeiro. Naquela data, um grupo de travestis denunciou à Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) que outras garotas de programa chefiavam e extorquiam as vítimas em Taguatinga.

Para aliciá-las, as cafetinas entravam em contato com jovens travestis de classe baixa por meio das redes sociais ou mesmo por telefone. Para as que moravam em outras unidades federativas, as líderes arcavam com os custos das passagens. “Era muito fácil as meninas aceitarem. Elas viam as fotos das chefes e queriam ter o estilo de vida e a beleza delas”, explica a delegada adjunta Elisabete Maria de Morais, da Decrin.

De fato, a vida exibida pelas líderes da gangue nas redes sociais contrasta com aquela pobre e violenta da maioria das vítimas. O Correio teve acesso aos perfis das cafetinas e de comparsas presos. Nelas, fotos em casas noturnas de Brasília e o alto número de “amigos” chamavam a atenção das jovens travestis. “Como eram alvo de discriminação na escola e na família, a ostentação das aliciadoras mostrava que aquele era o caminho da aceitação para as meninas”, acrescenta Elisabete.

Perigo
Entretanto, seguir o padrão das futuras chefes custava caro. Em Brasília, as que ainda não haviam desenvolvido seios e glúteos avantajados tinham de arcar com plásticas. Inclusive, com cirurgias de altíssimo risco à saúde. Uma das cafetinas aplicava, sem nenhuma supervisão médica, silicone industrial para desenvolver as nádegas das travestis, procedimento que pode levar à morte por embolia ou necrose.

As vítimas gastavam R$ 4 mil para a operação. De acordo com a investigação, o valor era pago diretamente à cafetina ou acrescentados à dívida que se acumulava e amarrava as travestis à organização. A responsável pela aplicação do silicone responderá por exercício ilegal da medicina.

Durante o tratamento clandestino, as prostitutas eram obrigadas a permanecer de bruços durante uma semana para impedir que o produto vazasse para outras partes do corpo. O silicone industrial, diferentemente do utilizado em clínicas médica regulares, dificilmente, é retirado do organismo das pacientes. A Polícia Civil ainda não relacionou nenhuma morte de travestis do grupo à aplicação da substância.

Hierarquia
As líderes do grupo cuidavam de cinco imóveis, três em Taguatinga Sul e dois no Riacho Fundo. Os apartamentos funcionavam como abrigo para as travestis aliciadas. Mesmo quem não dormisse lá era obrigado a pagar diárias de R$ 50 e R$ 70 para permanecer nos pontos de prostituição controlados pelas cafetinas — o principal deles, próximo a uma fábrica de refrigerantes em Taguatinga. O valor dos programas varia entre R$ 80 e R$ 100, dependendo da classe social do cliente.

Das chefes presas, Brenda Souza era apontada como a “cabeça” da organização. Ela e cinco comparsas atendiam aos chamados de “mãe” vindos das travestis que abrigavam. Uma das chefes, no entanto, morreu baleada no último dia 8. A polícia ainda investiga se duas outras travestis pertencentes a um grupo rival, também detidas ontem, têm relação com o assassinato.

A violência, inclusive, faz parte da vida das vítimas da exploração sexual. Com as cafetinas, a Polícia Civil apreendeu dois revólveres calibre 38, além de dois facões e um cassetete. A alta hierarquização — componente que levou o grupo a ser tratado como organização criminosa — compreendia uma equipe de “soldados”. Segundo a corporação, homens e outras travestis garantiam a segurança das prostitutas e entravam em confronto com rivais, além de praticarem roubos.

Facadas
Duas semanas depois do início das investigações, outro crime revelou o tamanho do esquema de exploração sexual de travestis: a morte a facadas da transexual Ágatha Lios em uma central de distribuição dos Correios. A jovem de 22 anos fazia parte da mesma organização das quatro colegas que a assassinaram por “ser bonita demais”, de acordo com a Polícia Civil.
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Mensagem  Carlitos Cruz em Qua Set 27, 2017 10:31 am

Quadrilha de travestis conseguia fotos íntimas para extorquir clientes

Pessoas eram coagidas, ameaçadas e obrigadas a fazer depósitos bancários nas contas dos criminosos. Grupo foi preso pela Polícia Civil

CARLOS CARONE
27/09/2017 9:59, ATUALIZADO EM 27/09/2017 10:09


A organização criminosa liderada por cafetinas desarticulada pela Polícia Civil do Distrito Federal na terça-feira (26/9) também atuava na internet, extorquindo vítimas. Clientes que tinham feito programa com as travestis eram coagidos, ameaçados e obrigados a fazer depósitos bancários nas contas dos criminosos que integravam o esquema.

Após surgirem as primeiras vítimas, a ação começou a ser investigada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

As vítimas da quadrilha eram escolhidas em aplicativos de paquera, a maioria destinada ao público homossexual. Travestis se faziam passar, muitas vezes, por homens ávidos por sexo. Depois do primeiro contato, as conversas se intensificavam por meio do aplicativo WhatsApp. Após a troca de mensagens, fotos íntimas e confidências sexuais, começavam as ameaças e extorsões.

A reportagem conversou com uma das vítimas do bando. Pedro* tem 28 anos e mora em São Paulo. Ele contou que foi extorquido por uma travesti famosa na região de Taguatinga Sul: Bruno Monteiro Rodrigues, 26, conhecida como Bruna Morango, que foi assassinada com quatro tiros à queima-roupa em 8 de setembro. O namorado da travesti também foi atingido pelos disparos e até hoje está internado no Hospital de Base.

O caso, noticiado pelo Metrópoles no último dia 17, tem como pano de fundo a disputa por pontos de prostituição envolvendo garotas de programas e travestis no setor industrial de Taguatinga Sul.

Segundo Pedro, o contato entre ele, Bruna Morango e seu namorado ocorreu no fim de agosto.

Tudo começou nesse aplicativo de paquera. Quem apareceu em um primeiro momento foi o namorado dessa travesti. Nós conversamos, trocamos algumas fotos, fetiches e preferências sexuais" Pedro*, vítima da travesti Bruna Morango.

O rapaz explicou que, logo depois, começou a receber prints com as páginas do Facebook de seus pais e amigos próximos. Bruna e o namorado disseram que as imagens com o registro dos diálogos seriam enviadas para os parentes de Pedro.

A vítima fez dois depósitos bancários em contas repassadas pelos criminosos. “No momento em que a ficha cai, o sentimento é de constrangimento, revolta e receio. Por medo, acabei fazendo o pagamento da forma que eles queriam. Apenas dias depois descobri que essa travesti e o namorado haviam sido alvo de outros bandidos”, contou.

De acordo com a delegada adjunta da Decrin, Elisabete de Morais, antes de ser morta, Bruna Morango estava na lista de prisões da ação deflagrada pela Operação Império na manhã de terça (26). “Nós já vínhamos investigando essa vertente de crimes envolvendo as extorsões virtuais que o bando praticava”, afirmou Elisabete.


http://www.metropoles.com/distrito-federal/quadrilha-de-travestis-conseguia-fotos-intimas-para-extorquir-vitimas
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Mensagem  Barack Gama em Qua Set 27, 2017 10:52 am

Carlitos Cruz escreveu:A reportagem conversou com uma das vítimas do bando. Pedro* tem 28 anos e mora em São Paulo. Ele contou que foi extorquido por uma travesti famosa na região de Taguatinga Sul: Bruno Monteiro Rodrigues, 26, conhecida como Bruna Morango, que foi assassinada com quatro tiros à queima-roupa em 8 de setembro...........................................................
De acordo com a delegada adjunta da Decrin, Elisabete de Morais, antes de ser morta, Bruna Morango estava na lista de prisões da ação deflagrada pela Operação Império na manhã de terça (26). “Nós já vínhamos investigando essa vertente de crimes envolvendo as extorsões virtuais que o bando praticava”, afirmou Elisabete.

Essa Bruna Morango era bem famosa no crime, também seria presa, mas foi assassinada no dia 8 de setembro:
http://transgressao.forumeiros.com/t5584-travesti-bruna-morango-morta-a-tiros-em-taguatinga
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Guns N Roses em Qua Set 27, 2017 11:05 am

Barack Gama escreveu:Essa Bruna Morango era bem famosa no crime, também seria presa, mas foi assassinada no dia 8 de setembro:
http://transgressao.forumeiros.com/t5584-travesti-bruna-morango-morta-a-tiros-em-taguatinga

Pilantra aprontava fazia muito tempo.
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  josecarlossilva00 em Qua Set 27, 2017 3:10 pm

A uns 15 anos atrás conheci uma chamada Bia, saí com ela, sem problemas, deixei ela em casa em Taguatinga, lembro que no caminho ela pediu para passar nos pontos de rua, segundo ela queria me mostrar mas parecia fiscalizar, meses depois conheci outra que contou a história que essa Bia era a cafetina da área extremamente violenta, que provavelmente sairia comigo mais vezes e depois ia começar a extorquir ou coisa pior. Por sorte perdi o contato. Agora penso se esse esquema não está em Brasília inteira e até onde isso afeta a segurança de todos que estão em contato com as meninas.

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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Rubinho Flash em Qua Set 27, 2017 3:51 pm

Carlitos Cruz escreveu:Pedro* tem 28 anos e mora em São Paulo. Ele contou que foi extorquido por uma travesti famosa na região de Taguatinga Sul: Bruno Monteiro Rodrigues, 26, conhecida como Bruna Morango, que foi assassinada com quatro tiros à queima-roupa em 8 de setembro...........................
O rapaz explicou que, logo depois, começou a receber prints com as páginas do Facebook de seus pais e amigos próximos. Bruna e o namorado disseram que as imagens com o registro dos diálogos seriam enviadas para os parentes de Pedro.
A vítima fez dois depósitos bancários em contas repassadas pelos criminosos.

Essas fotos mostram a Bruna Morango (que também fazia parte da quadrilha) e o namorado dela, que extorquiram o "Pedro" acima.



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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Carlitos Cruz em Qua Set 27, 2017 4:24 pm

Vídeo da reportagem do DFTV:

https://globoplay.globo.com/v/6175309/programa/
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Wollin em Qui Set 28, 2017 7:51 am

A Brenda Candanga entrando no camburão (usando um vestido com os ombros à mostra, exibindo tatuagens)...

Cena aos 0:55 do vídeo (55 segundos após o início)

https://www.facebook.com/samambaianews/videos/1618535628206719/


===============
Caro parceiro Wollin:
Aproveitei seu post original para esclarecer aos demais parceiros que estavam em dúvida.
Se não concordar, me avise. Ok?  :aprovado:
DrAK
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Carlitos Cruz em Qui Set 28, 2017 10:08 am

Mais dois vídeos sobre o caso:

https://www.facebook.com/samambaianews/videos/1618535628206719/

https://www.facebook.com/jornallocal/videos/1444307175605370/
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Guns N Roses em Qui Set 28, 2017 1:41 pm

Lamentável.

Aqui todos sabem que a Dricka e a Brenda nunca foram LISTAS NEGRAS. Ao contrário, sempre faziam o que era combinado no programa.

Que tudo se resolva bem e que ambas voltem o mais breve possível para o convívio de familiares e amigos.


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Concordo plenamente!
Pelos relatos de quem esteve com elas, nunca foram Lista Negra mesmo!
Ficamos chocados/surpresos/perplexos/admirados/abobalhados ("passados!") com tudo o que lemos nas reportagens bem detalhadas.
Lamentamos profundamente.
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  josecarlossilva00 em Qui Set 28, 2017 3:05 pm

Percebi uma coisa triste nestas reportagens, os comentários tanto das meninas quanto aos clientes, um discurso de ódio absoluto!

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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

Mensagem  Carlitos Cruz em Sex Set 29, 2017 9:25 pm

Travestis presas poderão manter cabelos compridos e usar nome social

Determinação da Secretaria da Segurança Pública vale para todo o sistema prisional e ocorre na semana de ação contra exploração sexual

RAIANE WENTZ
29/09/2017 20:30 , ATUALIZADO EM 29/09/2017 20:56

Na semana em que a Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa acusada de atuar no tráfico interestadual de mulheres e travestis para exploração sexual, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP) divulgou uma ordem de serviço para aprimorar o tratamento de transgêneros em presídios do Distrito Federal. Agora, as travestis poderão manter cabelos compridos e usar o nome social dentro da carceragem.

A medida atende a uma representação feita pelo Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH). No entanto, o presidente do órgão, Michel Platini, acredita que ainda há muito a evoluir. “Há uma regressão da travestilidade e da transexualidade para o masculino. O documento representa um avanço importante e significativo, mas é preciso aprimorar outros direitos”, disse.

Uma dessas medidas seria transferir transgêneros para presídios femininos, contextualizar a diferença entre transexual e travesti e pedir a exclusão do artigo que permite ao servidor analisar o que é uma trans por suas características femininas. “Enviamos um requerimento ao diretor do Centro de Detenção Provisória (CDP), na Papuda, em favor das travestis presas na Operação Império na terça-feira (26/9)”, disse.

Por meio da Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), a SSP informou que as travestis presas na operação da Polícia Civil não estão em celas com homens. Ainda de acordo com a pasta, ninguém que se identifique como travesti permanece com presos do sexo masculino.

A subsecretaria acrescenta que, mesmo que não haja remoção para a Penitenciária Feminina, os presos só se encontram durante banhos de sol e dias de visitas. Além disso, destacou que há acompanhamento constante das equipes de agentes prisionais visando à integridade física das internas.

População carcerária
Dos 15.743 custodiados nas seis unidades prisionais do DF, apenas 20 se identificam como travestis. No CDP, além das oito envolvidas na Operação Império, há outras nove. No Centro de Internamento e Reeducação (CIR), estão duas travestis; e a Penitenciária do Distrito Federal do DF I (PDF I), abriga mais uma.

https://www.metropoles.com/distrito-federal/seguranca-df/travestis-presas-poderao-manter-cabelos-compridos-e-usar-nome-social
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Carlitos Cruz
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Re: Polícia Civil desarticula organização que traficava travestis para exploração sexual

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