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Drogas: Special Key chega à noite de Juiz de Fora (Alerta!)

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Drogas: Special Key chega à noite de Juiz de Fora (Alerta!)

Mensagem  edulbo em Sab Jul 04, 2015 6:05 pm

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Re: Drogas: Special Key chega à noite de Juiz de Fora (Alerta!)

Mensagem  Dr. Armando Komeku em Sab Jul 04, 2015 7:50 pm

O artigo é extenso, mas quem desejar pode ler abaixo.
04 Jul 2015 / Moderação / DrAK



Special Key chega à noite de Juiz de Fora

Uma droga barata, lícita, acessível e com pouco controle governamental chegou às pistas de dança das casas noturnas de Juiz de Fora: o Special K (key), nome com o qual os clubbers ingleses batizaram, nos anos 80, o anestésico ketamina. Medicamentos à base de cloridrato de ketamina (ver quadro) são comprados, com ou sem receita, por preços que variam entre R$ 10,61 e R$ 45 (ampolas de 10ml). Os alucinógenos seduzem até mesmo profissionais de saúde, que têm fácil acesso ao fármaco usado em anestesias humanas e, principalmente, veterinárias.

O maior risco do uso indiscriminado é a possibilidade de a droga provocar convulsões e, conseqüentemente, danos cerebrais irreversíveis. A ketamina não leva à dependência física, somente à psicológica, mas sua combinação com álcool ou outras drogas pode ser fatal. Por não estar incluída na portaria 344/98, do Ministério da Saúde, que lista substâncias de uso proibido ou controlado, a ketamina não pode ser apreendida pela polícia, e seus usuários estão livres de qualquer ação repressiva. Tanto que há venda na Internet, via e-mail. Nos Estados Unidos, a ketamina está na lista de substâncias controladas do Drug Enforcement Administration (DEA – Administração de Coação às Drogas) desde 1999. Segundo o DEA, a droga pode afetar os sentidos e a capacidade de julgamento entre 18 e 24 horas.

O médico Hugo, 31 anos, utiliza a ketamina de uso veterinário, pelo menos uma vez por semana, desde novembro de 2001. “Vi pessoas usando key no carnaval do Rio e pesquisei antes de experimentar.” Ele consegue a droga com amigos veterinários e não deixa quem bebe álcool experimentar seu bullet (reservatório em forma de “bala de arma de fogo”, veja mais informações no quadro). “As sensações são de estar flutuando sem sair do lugar e de embriaguez, mas não há perda da consciência. O ambiente fica melhor, especialmente quando há iluminação de pista.” O médico aponta como vantagens o fato de a ketamina não ter cheiro, não alterar aptidão para sexo e não ser ilegal. “Posso dar um bump na pista de dança, sem ninguém reparar, apesar de seguranças de uma boate já terem recolhido um bullet meu.” Entretanto, reconhece que são poucos os estudos sobre o uso recreativo da substância. “Tenho menos receio do que com a cocaína, que pode causar dependência física.”

O key atua diretamente no sistema nervoso central (encéfalo, medula espinhal e meninges que os recobrem) e produz efeito analgésico (obstrução da dor) e amnésico, geralmente acompanhado de alucinações. Em altas doses, pode acarretar depressão respiratória. Provoca no usuário sensações de plenitude e afastamento de tempo e espaço. A pessoa que cheira ketamina perde a percepção do próprio corpo e até da dor, fatores que podem expô-la a risco de sofrer acidentes ou mesmo de ser abusada sexualmente. Há relatos na Internet que mostram a droga sendo usada, na Inglaterra (Reino Unido), nos golpes “Boa noite Cinderela”, nos quais  a vítima é sedada para ter bens roubados.

A ketamina também dá sensação de empatia com pessoas e grupos, daí o costume de os usuários acariciarem-se na pista de dança, tanto para experimentar a nova sensação táctil proporcionada pelo key, quanto para se localizar no espaço, encontrando o seu grupo. “Dá um lance de felicidade, fico solto. Acaba sendo um canal para expressar coisas que eu não expressaria normalmente”, analisa o técnico em administração Alessandro, 24, usuário da droga há um ano. “O key parece amplificar os sons. Cada batida é mais forte. Também perco o senso de orientação.”

Cheirar key é como se retirar do mundo. Há dificuldade para executar movimentos simples, o volume da música sofre alterações e a comunicação verbal é dificultada, enquanto olfato e paladar ficam praticamente anulados. Alguns sentem-se em estado de paranóia semelhante à esquizofrenia. O estudante Tadeu, 21, que compra key com um distribuidor de produtos veterinários, revela que sente-se “chapado” e animado ao mesmo tempo. “É como fumar um baseado que dá muita disposição. Já viajei em sombras.” Ele relata que o uso contínuo leva à maior resistência e força o aumento da dose para se alcançar os efeitos. “Hoje uso e não bate mais. Até tentei misturar no baseado, mas o corpo vai tomando  imunidade.” Tadeu diz que demora de três a quatro dias para se sentir normal após o uso. “Dá seqüela no cérebro.”

O verdadeiro “barato” do key começa no ponto onde a maioria dos usuários considera estar passando mal, devido às sensações assustadoras e desagradáveis provocadas. O “K-Hole” (buraco do K) é o momento em que o corpo fica praticamente imobilizado, mas a cabeça continua funcionando normalmente. É como um leve transe, no qual é extremamente difícil falar ou mover-se. É aí que acontecem as alucinações e as experiências extracorpóreas. O publicitário Edmundo, 26, usuário recreativo há um ano, relata ter tido a nítida sensação de sair do corpo durante uma festa. “Estava sentado, vendo tudo acontecer, mas não conseguia pedir ajuda aos meus amigos, dizer que estava mal. Parecia que minha alma circulava acima da pista de dança, e que havia espíritos no lugar, em forma de sombras.”

Tadeu já sabia dos efeitos do K-Hole antes de usar a ketamina. “Não peço ajuda,  fico no esquema de ‘enjoy’ (curtir, se divertir), não piro. As sensações são muito bizarras: sons estranhos, sombras e a impressão de estar fora de si.” Já Alessandro não teve tanta calma. “Estava na casa de um amigo e usamos muita quantidade. Já tinha ficado zonzo e precisando sentar, mas o K-hole é diferente. A sensação é a de estar afundando em um buraco, sem nenhum controle motor. Não conseguia falar ou me expressar de qualquer outra forma. Fiquei uma hora deitado na cama.”

O médico anestesista Vinícius La Rocca Vieira explica que a ketamina é usada hoje, na medicina, como anestésico venoso com ampla utilização em anestesia pediátrica. Crianças não sentem os sintomas alucinógenos, mais comuns em adultos. “Também é de uso bastante freqüente na troca de curativos de pacientes queimados graves. Pode ser aplicada nas anestesias gerais convencionais, mas perdeu bastante campo para outros agentes derivados dos opióides.” Para evitar as alucinações, usa-se a ketamina com ansiolíticos, que têm efeito calmante. “Ela também produz a possibilidade de o paciente aspirar as próprias secreções, como o vômito.” Não são raros os relatos de usuários sobre enjôos, náusea e vômito.

Vieira ainda chama a atenção para aumento da pressão arterial, em média de 30%, e da freqüência cardíaca. “São efeitos que têm mecanismos de ação semelhantes aos da cocaína.” Há intensa salivação, nistagmia (movimento rápido e involuntário de globo ocular, que pode ser em um só sentido ou em dois), rigidez muscular, alucinações auditivas e, principalmente, visuais. O médico alerta que correm maior risco os usuários que sofrem de problemas cardíacos, devido à possibilidade de infarte, os portadores de aneurismas, que podem sofrer derrame, e os hipertensos. “Também é particularmente perigosa para quem usa medicamentos, como os antidepressivos. Quem usa betabloquadores a base de propanolol, para tratamento de hipertensão arterial, enxaquecas e algumas arritmias, pode ter arritmias e pico hipertensivo.”

O veterinário Rômulo Barbosa de Castro alerta que a ketamina induz o usuário a revelar coisas da intimidade até mesmo a estranhos. Ele se preocupa com o uso recreativo da droga, devido aos riscos de as pessoas sofrerem convulsões, e condena colegas de profissão que vendem a substância para este fim. “A convulsão pode ser seguida de coma e morte.”

Na Internet, sites médicos ainda relatam como contra-indicações glaucoma, hipertensão e problemas psiquiátricos, em especial a esquizofrenia, além de síndrome do pânico, depressão e ansiedade. Como efeitos secundários, são citados comportamentos violentos e bizarros, agitação, rigidez catatônica, desorientação, dormência, taquicardia e, raramente, depressão cardiovascular. Site especializado em drogas ainda se refere a conseqüências psicológicas, como paranóia e egocentrismo. “Há relatos de usuários regulares que começam a ver padrões, coincidências e sincronismos, no mundo em volta, que parecem indicar que eles são pessoas mais importantes ou integradas ao mundo que os demais. Esse senso de que o mundo está focado em si próprio pode levar à paranóia.”

Uso terapêutico

A psicoterapeuta Márcia Crivellari já participou de grupo terapêutico no qual o Ketalar foi ministrado de forma intramuscular a seis participantes. “Eu vivi uma fantasia lúdica e afetuosa com meu pai, regredida para a infância, que muito me ajudou a compreender minha relação com ele.” Antes de receberem o medicamento, os participantes entregaram biografias à terapeuta que comandava as atividades, material indispensável na hora de interpretar as alucinações provocadas pelo anestésico. Um dos integrantes tornou-se violento durante a atividade.

Quanto ao uso recreativo, a psicoterapeuta analisa que o consumo de ketamina é uma experiência de “perda de controle” comum à natureza humana. “No final de semana, as pessoas experimentam a droga para poder fazer as coisas como se fossem livres, porque se sentem controladas externamente. A experiência de descontrole faz a pessoa se sentir dona de si mesma, nem que por alguns instantes.”

A fuga não é só das regras impostas pela sociedade, como horários de trabalho e convenções de comportamento, mas também das normas que as próprias pessoas se impõe no convívio social. “O exercício lúdico do descontrole passa a ser indispensável se entendemos que estamos limitados demais pelos controles sociais. Se mudarmos nossa relação com esses controles, passamos a exercer o descontrole com menos risco e com bastante prazer.”

História

A droga foi sintetizada em 1962, por Calvin Stevens, nos laboratórios da Parke Davis, nos Estados Unidos, e foi criada para substituir a fenciclidina (PCP), que provocava psicoses após aplicação. Foi muito usada na Guerra do Vietnã. Apesar de apresentar como vantagens o fato de bloquear o sistema nervoso sem deprimir os sistemas respiratório e circulatório, pacientes anestesiados com a droga relatavam experiências ruins após as cirurgias, como alucinações.

Em Juiz de Fora, um dos pacientes do anestesista Vinícius La Rocca Vieira relatou ter visto um homem andando no teto, arrastando um saco de ferragens. Outro anestesista conta que paciente submetida a anestesia com ketamina para curetagem do útero disse ter se sentido “dentro de um videogame”. O veterinário Rômulo Barbosa de Castro observa que alguns cães e gatos ficam assustados e choram dias após a intervenção cirúrgica, sendo necessário conjugar a ketamina com anciolíticos a base de benzodiazepina, substância calmante. O mesmo procedimento é adotado com humanos.

Nos anos 70, o doutor John Lilly (inspirador do filme “Viagens alucinantes”) inventou o tanque de isolamento, onde se excluía das distrações do mundo exterior com uma gota de ketamina. Ele alegava que a droga poderia facilitar a comunicação com animais e até mesmo com extraterrestres, mas teve três incursões em hospitais psiquiátricos.

O neozelandês Karl Jansen, considerado o maior especialista do mundo no assunto e autor do livro “Ketamina: sonhos e realidades”, diz que os efeitos podem incluir sensação de fusão com outra pessoa ou grupo. O usuário  também pode se sentir um animal, uma planta ou um objeto inanimado. O doutor em Filosofia em Farmacologia Clínica também associa o uso a insônia, pesadelos, paranóia, depressão, ansiedade e distúrbios de personalidade.

Jansen usa a ketamina para promover Experiências de Quase Morte (EQM) e extracorporais, que possibilitam comunicação com o sagrado e, segundo ele, podem motivar transformações de vida em conseqüência da morte do ego. Entretanto, a dosagem necessária para se enxergar “a luz no fim do túnel” é perigosa. Na psiquiatria, a ketamina é usada para pesquisar a psicose, devido ao seu poder de induzir este estado em indivíduos normais.

Nos anos 80, a droga invadiu os clubes e as raves ingleses, chegando rapidamente aos Estados Unidos. Há menções à ketamina na cultura rock (“Special K”, da banda Placebo) e na eletrônica (“Lost in the K-hole”, dos Chemical Brothers). Em um dos inúmeros sites na Internet sobre o tema, o DJ de big beats Fatboy Slim, que esteve no Brasil, no último Free Jazz, diz que “a dose certa é incrível, mas use errado e você se sente como se estivesse morrendo.”

Na cultura clubber, a ketamina é comumente conjugada ao ecstasy, para diminuir o efeito anestésico e aumentar o estimulante. Na Europa, o uso da mistura cocaína e ketamina, batizada de CK (Calvin Klein), já provocou convulsões em  freqüentadores de vários clubes.

Fabiano Moreira - repórter

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